Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares — entre elas o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC) — são a causa principal de morte no mundo, sendo responsável atualmente por 17,3 milhões de mortes por ano, número esperado para atingir 23 milhões em 2030.

O infarto agudo do miocárdio (IAM) é a morte do tecido cardíaco provocada pela formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo de forma súbita. Segundo o Ministério da Saúde, o infarto pode ocorrer em diversas partes do coração e, em casos raros, pode acontecer por contração da artéria.

Entre as causas principais do infarto estão obesidade, tabagismo, diabetes, pressão alta e a aterosclerose causada pelo consumo excessivo de alimentos ricos em gordura e colesterol.

Infarto em mulheres

Em mulheres, os sintomas clássicos são os mesmos que aparecem nos homens (dor ou desconforto no centro do peito e dor ou desconforto nos braços, ombro esquerdo, cotovelos, mandíbula ou costas). Os que são mais frequentes no sexo feminino são falta de ar, náuseas, vômitos e dores nas costas ou mandíbula.

Os fatores que aumentam a probabilidade de uma mulher sofrer um IAM são hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, estresse, obesidade, histórico familiar e tabagismo. Vale também ressaltar que a menopausa é outro ponto de atenção, já que é um período em que a mulher perde a proteção vascular proporcionada pelos hormônios femininos.

Diferença entre infarto agudo do miocárdio e parada cardíaca

Infarto agudo do miocárdio: é a morte do tecido cardíaco provocada pela formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo de forma súbita.

Parada cardíaca: ocorre quando o coração para de bater subitamente. Nessa condição, ele deixa de exercer a função de bomba, inviabilizando a circulação do sangue pelo organismo. O IAM pode levar a parada cardiorrespiratória.

Conhecimento que pode salvar vidas

O que mais dificulta o atendimento à vítima é o fato de que grande parte das paradas cardíacas e dos infartos acontecem fora do ambiente hospitalar e poucas são as pessoas que sabem como proceder em situações como essa.

De acordo com publicação da American Heart Association, nos Estados Unidos há 356 mil casos de parada cardíaca extra-hospitalar (EOH) e 209 mil casos intra-hospitalar (IOH). A taxa de sobrevivência é 12% para EOH e 25% para IOH, sendo que desses 25% apenas 8% apresentam bom resultado prognóstico neurológico.

A Ressuscitação Cardiopulmonar de qualidade, tanto para leigos quanto para profissionais da saúde, deve seguir a Cadeia de Sobrevivência. No entanto, conforme figura abaixo da American Heart Association, é recomendado o uso de cadeias de sobrevivência distintas que identifiquem as diferentes vias de cuidado dos pacientes que sofrem uma PCR no hospital ou no ambiente extra-hospitalar.

aha

Como realizar compressões torácicas (de acordo com guidelines de 2015 da American Heart Association)

Socorristas leigos sem treinamento devem fornecer RCP somente com as mãos. Além disso, se o socorrista leigo treinado puder realizar ventilações de resgate, as compressões e as ventilações devem ser aplicadas nas proporções de 30 compressões para cada 2 ventilações.

1) Posicione o corpo com as costas no chão. Se ajoelhe ao lado e fique bem perto do tronco da pessoa.
2) Coloque uma mão sobre a outra. Elas ficarão no meio do peito, na linha dos mamilos.
3) Aplique uma pressão vigorosa com força e rapidez.
A recomendação para a profundidade das compressões torácicas em adultos é de, pelo menos, 5 cm, mas não superior a 6 cm.
4) Repita o movimento.
A velocidade recomendada para as compressões torácicas é de 100 a 120/minutos.
5) Se você cansar, o ideal é chamar outra pessoa para continuar com as compressões torácicas.
Importante: os socorristas não devem interromper as compressões por mais de 10 segundos.

Clique aqui para conferir o texto “Doenças Cardiovasculares” da Organização Mundial da Saúde.
Clique aqui para conferir a Atualização das Diretrizes de RCP e ACE, de 2015, da American Heart Association.

Deixe um comentário