O Ultrassom para o Acesso Venoso

Os aparelhos de Ultrassom dispõem de diferentes sondas (transdutores ou probes) para o estudo dos planos profundos do organismo. Podemos citar:

Convexos: possuem frequências intermediárias. São utilizados para visualizar vasos profundos, FAST, vísceras abdominais e ultrassonografia pulmonar.
Lineares: possuem frequências mais altas. Utilizados para tecidos superficiais como músculos, vasos, e ultrassonografia ocular.
Setoriais: possuem frequências mais baixas. Utilizados para ecocardiograma e medidas dinâmicas da veia cava inferior.

Assim, para o acesso vascular guiado por ultrassom utilizamos uma sonda (transdutor ou probe) linear.

O modo B deve ser selecionado havendo a possibilidade de uso do probe tanto no eixo transversal como no eixo longitudinal para a punção vascular. No eixo transversal, a imagem é perpendicular ao curso do vaso e a estrutura vascular aparece como um círculo anecóico a ser centralizado na tela com um ponto hiperecóico que corresponde à agulha. Já o eixo longitudinal é perpendicular ao curso do vaso, sendo que o vaso aparecerá como uma imagem comprida anecóica, com a presença da haste e ponta da agulha em uma imagem hiperecóica, à medida que a mesma é avançada vaso adentro no procedimento.

A punção transversal é mais fácil tecnicamente, necessitando de menor curva de aprendizado, mas o probe deve avançar com a agulha na punção, pois isso evita que se subestime a profundidade e não haja punção da parede posterior do vaso. Já o eixo longitudinal apresenta dificuldade técnica um pouco maior, uma vez que o probe pode se deslocar lateralmente e a imagem do vaso centralizado e da agulha serem perdidas. Indica-se o eixo transversal para a punção e o longitudinal para acompanhamento do avanço da agulha durante o procedimento ou para sua posterior confirmação.

REFERÊNCIA
Série Manuais Terzius. Manual do curso Ultrassonografia Crítica de Adultos. Instituto Terzius, Campinas, Volume 4, 2018.

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