Pneumotórax Hipertensivo

No caso do pneumotórax hipertensivo, ou seja, quando o paciente apresenta sinais claros de deterioração hemodinâmica e iminente parada cardiorrespiratória, a toracocentese de alívio tem como única função transformar o pneumotórax hipertensivo ameaçador da vida em um pneumotórax aberto menos danoso. Tal procedimento normalmente é realizado, sem grandes preparações, com o paciente em decúbito dorsal.

Claro que, se disponível, solução para antissepsia como clorexidina, álcool, ou polvidine, deve ser usada, porém a sua ausência não deve atrasar o procedimento.

Para realizar o procedimento é necessário palpar a fúrcula (porção superior do esterno) e localizar o ângulo entre o manúbrio e o corpo de esterno. Então, no segundo espaço intercostal, aproximadamente na metade da clavícula (linha hemiclavicular), deve-se introduzir a agulha perpendicularmente à pele, margeando a borda superior da terceira costela até a saída de ar, que sinaliza o acesso à cavidade pleural.

Em caso de distresse respiratório grave a punção deve ser realizada baseada no exame clínico, ou seja, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax comprometido e hipertimpanismo na percussão pulmonar, além de sinais de choque. Não deve ser solicitado exame radiográfico do tórax para confirmação pelo risco de agravamento do quadro de hipoxemia grave e morte no Departamento de Radiologia.

Nesse momento, não é necessário qualquer cuidado quanto ao isolamento do orifício ou instalação de selo d´água, visto que o objetivo é apenas a equalização das pressões e a estabilização hemodinâmica.

REFERÊNCIA
Série Manuais Terzius. Manual do curso Habilidades Médicas Pediátricas. Instituto Terzius, Campinas, Volume 1, 2019.

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