Aprenda como realizar Sequência Rápida de Intubação (SRI)

O médico emergencista e intensivista frequentemente se depara com a necessidade de estabelecer uma via aérea em situações agudas de emergência. A Sequência Rápida de Intubação (SRI) surge como uma excelente opção neste cenário sendo comprovadamente segura e efetiva. Assim, este método está essencialmente indicado em todas as situações em que haja necessidade de ventilação mecânica, risco de aspiração do conteúdo gástrico, necessidade de relaxamento imediato para intubação orotraqueal, acesso seguro e proteção iminente das vias aéreas.

MATERIAIS PARA SEQUÊNCIA RÁPIDA DE INTUBAÇÃO 

Como em qualquer procedimento que envolva o estabelecimento de uma via aérea, seja ela definitiva ou não, o paciente deve estar devidamente monitorizado com, no mínimo, um oxímetro de pulso, cardioscópio e manguito para determinação da pressão arterial (NIBP). O uso de capnógrafo é ideal, porém sabemos que ainda não é um dispositivo encontrado em todas as salas de emergência e unidades de terapia intensiva.

Deve-se dispor de aspirador, bolsa-valva-máscara (BVM) e um sistema valvular acoplados à uma fonte de oxigênio para que se possa promover adequada pré-oxigenação e, se necessário, ventilação do paciente. É indispensável a presença de laringoscópio com lâmina de tamanho e formatos adequados ao paciente, tubos orotraqueais (separar três tamanhos) e as drogas selecionadas para o procedimento.

TÉCNICA DA SRI

Após a monitorização e obtenção de acesso venoso, procede-se o correto posicionamento do paciente e a pré-oxigenação com oxigênio a 100% por três minutos. A pré-oxigenção é processo obrigatório e fisiologicamente indispensável. Esta visa a saturação pulmonar com oxigênio – desnitrogenação pulmonar – e a promoção da oxigenação apneica. Processo este que permitirá ao médico maior tempo para laringoscopia e intubação sem dessaturação dos níveis circulantes de oxigênio.

Após a pré-oxigenação o paciente estará pronto para indução anestésica com as drogas padrão selecionadas para o procedimento.

As condições ideais para realização da Sequência Rápida de Intubação incluem analgesia, hipnose, bloqueio neuromuscular e a resposta autônoma da laringoscopia.

As drogas escolhidas para Sequência Rápida de Intubação devem ter início rápido, duração curta e devem ser o mais hemodinamicamente estáveis possíveis.

REFERÊNCIA

Série Manuais Terzius. Manual do curso Acesso à Via Aérea na Emergência. Instituto Terzius, Campinas, Volume 2, 2018.

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