Trauma pediátrico: você conhece a sistematização do atendimento?

Uma característica importante do atendimento adequado do trauma pediátrico é considerar as características peculiares do bebê/criança vítima de trauma em relação às diferenças anatômicas e fisiológicas, tipos e padrões e os efeitos ao longo tempo das lesões.

A sistematização do atendimento ao trauma segue o “A B C D E” e deve incluir:

  • Abordagem de via aérea com a estabilização da coluna cervical;
  • Reconhecimento da alteração ventilatória e atuar prontamente para o tratamento adequado;
  • Reconhecer os sinais precoces do choque e restabelecer a perfusão adequada;
  • Identificar estado mental alterado comum à avaliação neurológica adequada para a idade, bem como outros achados que possam estar relacionados à lesão cerebral traumática;
  • Na exposição do paciente prevenir constantemente a hipotermia, buscar lesões secundárias e lesões de risco de morte que não foram identificadas anteriormente.

A maioria das lesões de trauma pediátrico resulta de uma forma contundente, não penetrante. Traumatismo multissistêmico fechado geralmente inclui trauma cranioencefálico podendo evoluir para um colapso cardiopulmonar. A principal causa de morte na criança são as lesões provocadas por colisões automobilísticas, sendo ela o passageiro, pedestre ou ciclista, seguidas por afogamento, incêndio doméstico, homicídios e quedas.

O trauma contuso nas crianças mais novas, muitas vezes, é consequência dos maus tratos e do espancamento; os acidentes no trânsito e as quedas de altura são, em geral, responsáveis pelos comprometimentos mais sérios.

REFERÊNCIA
Série Manuais Terzius. Manual do curso Emergências Pediátricas. Instituto Terzius, Campinas, Volume 9, 2017.

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